quinta-feira, 6 de setembro de 2007

VANESSA DA MATA

foto: Vanessa Ribeiro



por Vanessa Ribeiro


Sim!. Com esse título, mais do que afirmativo, fica difícil dizer não na hora de comprar um ingresso para ver a apresentação de uma das maiores vozes da MPB, em seu momento atual. Essa é a nova turnê de Vanessa da Mata, responsável por vários temas de novela, sendo a música Ai, ai, ai o trabalho mais conhecido.

Com rosto, roupa e corpo de boneca, um sorriso de orelha a orelha e uma voz mais do que afinada, a alta morena requebra à La Elis Regina, num palco que lembra um lounge - ótimo para “namoricos” ao pé do ouvido. Quando a cortina sobe, a banda, em uma batida forte, consegue fazer o público se arrepiar antes mesmo da peça principal chegar à frente do microfone, que não demora muito a aparecer ao lado da bateria, com o braço erguido num caloroso cumprimento.

Com um vestido preto, vermelho e branco – parecia uma Emília nos tempos modernos – eis que surge a estrela da noite. Os fotógrafos que seguiram as três primeiras músicas não puderam reclamar da “sopa” para conseguir imagens de Vanessa da Mata. Eles estavam, literalmente, nos pés da cantora. E a facilidade para os fãs foi a mesma. Com mesas numeradas, o público pôde ver e ouvir dos melhores ângulos.



Para quem acompanha desde o primeiro CD da morena de 1,79m, pôde ficar tranquilo, pois ela não decepcionou na hora de fazer o pessoal cantar junto. Nem todas as músicas do seu último trabalho foram apresentadas, mas num jogo de passado e presente, ela conseguiu encaixar no repertório seus maiores hits, como: Não me Deixe Só, Nossa canção (do primeiro albúm), Ainda Bem e Música (do segundo).



E para aqueles ansiosos para ouvir ela em parceria com Ben Harper, ficaram satisfeitos com a apresentação de Boa Sorte/Good Luck. Embora o músico não estivesse presente, sua voz não foi esquecida e inserida no show mesmo assim, através de recursos de mídia. Em História de Uma Gata parece que todos voltaram a ser crianças, por um momento, nessa canção de melodia infantil que, inclusive, foi uma das mais cantadas pelo público.



Com um riff mais pesado, Eu sou Neguinha, de Caetano Veloso, a cantora esbaldou sua voz em agudos e graves alternados, e seguidos por seus backing vocals que deram um show à parte. A banda que a acompanha é composta pelo baterista das estrelas, Cesinha, o guitarrista Davi Moraes, o baixista André Rodrigues, o percussionista Marco Lobo, e o tecladista Pepe Cisneiros. Com músicos super competentes e a voz afinada de Vanessa, o show foi digno de bis, tris e todos os “is” possíveis.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

3054


Mais um dia que se passa...

Mais um acidente...de avião! (Nossa, que novidade!)
Bem, para nosso querido “preside
nte” Lula acho que tanto faz.

Levantar e decretar 3 dias de luto já está no protocolo presidencial há anos. Levantar, lavar o rosto, ler o jornal e fazer esse decreto é fácil, difícil é estar na pele das pessoas que sabem que seus parentes viraram cinzas.

Pra sorte do nosso “amigo” a fumaça não chega ao Planalto, senão era perigoso ele mudar o aeroporto de lugar só para não se incomodar. Aí sim ele tomaria um providência.

Infra estrutura para jogos esportivos, gastando milhões de reais do bolso do brasileiro, é fácil organizar, mas e pra infra-estrutura de segurança da sociedade? É mais fácil pagar indenizações, não é? Ou abrir uma CPI que trava a toda hora sem resolução nenhuma, culpando sempre quem não deve ser culpado.

No Rio, o Brasil ganha medalhas. Em São Paulo, a sociedade perde seus entes queridos, carbonizados. Mas o que vale mais, a desgraça alheia ou a diversão?

Bom, é muito mais bonito mostrar uma imagem positiva do País lá fora com medalhas, do que ficar cobrindo mortos em acidentes ou citando a marginalidade como dia-a-dia. Quem quer saber de anônimos, não é?

Bem, fico aqui pensando e lamentando "MAIS" 184 vidas perdidas por uma irresponsabilidade que poderia ser evitada. Como? Pensando antes de apertar um botão!

Pode parecer clichê essa indignação, mas quantos mais vão precisar virar pó pra alguém se ligar que a ignorância não é uma benção?

Luto por todos que se foram!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX



por Van Ribeiro


Preparem as varinhas, ou melhor, os ingressos. Harry Potter vem em mais uma aventura que já está eletrizando as salas de cinema de todo o País. Com um roteiro bem menos inocente aos anteriores, a saga se torna cada vez mais interessante e madura. Em Harry Potter e a Ordem da Fênix, as cenas de ação comandam a adaptação de J.K. Rowling para o cinema.


O que você acharia se um diretor “gente boa” fosse substituído por uma megera? Bem, é isso o que acontece com a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Infelizmente, como Harry já não é mais um menininho – embora já tenha sofrido bastante desde que conseguiu a sua famosa cicatriz –, tem que enfrentar novos e pesados problemas que envolvem essa substituição.




Agora, o controle de seus poderes terão que ser mais precisos, pois com a volta de “você-sabe-quem”, ou Lord Valdemort – para os íntimos (ops! será que não era pra falar esse nome?) -, o mirrado menino toma controle da situação. Mas mesmo com uma força incontestável, Harry conta com seus fiéis escudeiros, Rony e Hermione, tendo, além desses, novas caras que servem como auxílio na luta contra o mal.



Harry terá que limpar sua barra e a do mago Alvo Dumbledore após a morte de Cedrico Digory, que foi mostrada no filme anterior em Harry Potter e o Cálice de Fogo . Mas não pára por aí e para deixar a situação ainda pior, Harry é considerado expulso da escola pelo Ministério da Magia, após efetuar uma magia na frente de um humano. Tendo que provar sua inocência em ambos os sentidos, a aventura começa.

Eis que surge Dolores Umbridge, nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, que torna a vida dos alunos em um verdadeiro inferno, aplicando castigos impiedosos. Como se não bastasse, a “simpática” educadora consegue tomar o lugar de Dumbledore e aí, realmente, as coisas começam a esquentar.


Mas mesmo com uma rigidez fora do comum e se fazendo uma pedra no sapato de Potter, Dolores nem imagina que Harry e sua turma criaram a Armada de Dumbledore, que foge às – novas – regras e burla as aulas, digamos, nem um pouco defensivas, que foram instauradas na escola.

Seguindo esse caminho, em meio as trevas e um pequeno romantismo pairando no ar, o filme carrega fortes cenas de ação, em incríveis lutas de varinha pra varinha, e muito humor. A Ordem da Fênix parece não deixar nada a desejar aos fãs que seguem, fielmente, a série tanto no livro quanto no cinema. Mas antes que “você-sabe-quem” corte meus dedos para não estragar a “magia”, vou parando por aqui e deixo vocês descobrirem sozinhos o desfecho dessa história.

ANIME FRIENDS 2007

por Van Ribeiro


Pikachú e Harry Potter juntos? Não, tenha calma, pois ainda não fizeram um filme ou desenho em que ambos os personagens se encontram, mas existe uma festa que consegue juntar não só esses, mas diversos outros personagens de desenhos e filmes famosos como: Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco ou até mesmo Star Wars. E onde você encontra isso? No Anime Friends 2007.


Em comemoração aos cinco anos de existência da feira no Brasil, a empresa Yamato Corporation, realizadora responsável pelo evento, resolveu fazer a alegria dos fãs com 6 dias de diversão, onde loucos por mangás, animês e quadrinhos participarão de concursos e jogos e poderão comprar diversos ítens de colecionador que só a feira oferece.



Para aqueles que não se dão por satisfeitos apenas em assistir seu desenho, filme ou seriado favorito, poderá se esbaldar no concurso de cosplay (fantasias), onde as melhores vestimentas serão escolhidas para performances no palco, mas o resultado do grande vencedor sairá só no dia 15 de Julho.

Essa brincadeira reunirá 22 participantes de todas as regiões do País. Já para os viciados em games - claro que não poderiam ser esquecidos – um Campeonato de Games foi elaborado. Com seus jogos favoritos, o participante poderá se divertir com os mais modernos modelos de consoles como os recém-chegados Playstation 3 (Sony), Wii (Nintendo) e o X-box 360. Assim não terá quem resita, não é?


Mas pulando para o que faz menção ao tema principal do Anime Friends - desenhos -, o concurso de ilustração e roteiro também fará muita gente espremer a esponjinha da criatividade até a última gota, para mostrar do que são capazes, tendo como expectadores grandes empresas do mercado editorial. E pra onde irão os melhores desenhos? Para a revista especializada Neo Tokyo, da Editora Escala.

E pra quem quer conhecer o verdadeiro dono da voz do seu ou sua personagem favorita, não perca o 5º. Prêmio Yamato, o Oscar da Dublagem , onde estarão reunidos os melhores dubladores de todo o Brasil. No início de tudo, no dia 14 de julho, serão homenageados os profissionais de maior destaque nessa área, em categorias como melhor dublador e tradutor.

Nessa onda de desenhos, concursos e - o melhor - muita diversão, a trilha sonora não poderia faltar. E quem dá o tom é o Pato Fu , junto de outras grandes bandas como Tuatha de Dannan, Projeto Almah, Talk & Live e o Super Friends Spirits, que serão o pano de fundo da maior convenção de animê e mangá do continente americano.


Teste seus poderes, ou melhor, seu dom artístico nessa festa que promete atingir 70 mil pessoas, batendo o recorde do ano passado que foi de 51 mil. Se você procura desafio, já sabe onde vai encontrar, né?

terça-feira, 19 de junho de 2007

McTerror

por Van Ribeiro
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MacFraude; MacCâncer; MacCapitalismo.... Muitos rótulos, boicotes, mas milhões de lanches são vendidos por ano!! Adianta? Faz diferença boicotar? Por enquanto acho que não. Pelo menos nos próximos 30 mil anos não. ... Credo!!! "Eu odeio, mas eu amo tudo isso"!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Mercado da Moda... Mercado Assassino?


por Jorgeli Ramos cruz


(26/03/07)


Deixei a data que escrevi sobre as belas feras, pra lembrar que muitas garotas morreram devido à anorexia, que fez-se um "rebu" na mídia, mas que muitos esqueletos continuam em cima das passarelas e nas câmeras de inúmeros fotógrafos.

Hoje tem início o São PAulo Fashion Week 2007; com vocês, as Belas Esqueléticas. Em homenagem a todas as vítimas da Anorexia. Aos belos rostos que hoje, desfilam, quem sabe, no chamado Céu, longe de suas famílias.

Que mistério há por detrás deste fabuloso mundo de esqueletos andantes? O que passa na cabeça de um agente de moda ao chamar uma garota de 1,72 com aproximadamente 50 kg , de obesa? Segundo o dicionário Aurélio, uma pessoa obesa é: [Do lat. obesu.] Adj. 1.Excessivamente gordo, e de ventre proeminente. 2. Muito gordo.
Qual é o ponto crucial, a célula mãe disso tudo? Ninguém ainda deu uma resposta.
Facilita para um estilista costurar um pedaço de pano tamanho 34, no lugar de um 38? É mais rápido confeccionar por ter menos tecido? O que vale é o pano, é a criação, é isso?
Pois alegarmos belezas a esses esqueletos que andam na passarela é estranho: um monte de ossos cobertos por uma camada de leve película; assim parecem essas pobres meninas, esses seres humanos que passam de belas para assustadoras, chegando à uma imagem triste.
As revistas contestaram, agências de modelo se reuniram para tomar uma atitude, mas sabemos que nada – ou pouco- será feito, pois o capital envolvido nesses seres esqueléticos é imenso para a indústria.
Não acredito que isso pare; parece que a mente obcecada de estilistas e agentes continuará sobre esses seres humanos, que mais parecem manequins de vitrine.

Ciúme

por Jorgeli Ramos Cruz

Sentimento é uma coisa engraçada... se analisarmos, ele não tem idade, não tem raça, cor, cultura, não tem nada dessas coisas que nós, seres humanos criamos.Assim é também o sentimento entre meninas, especificadamente, o ciúme.

Esses dias estava me perguntando se o ciúme entre garotas é mais forte do que entre garotos, ou heterossexuais.Se acreditarmos quem somos muito mais sentimento que os homens, isso pode ser possível, mas existe aquela “coisa” de que cada ser humano é diferente e que não dá para generalizar.

Há uns dias soube de um relato no mínimo curioso sobre duas meninas no Rio de Janeiro.Uma delas, a vitima, digamos assim, recebeu pelo celular uma mensagem, talvez de uma amiga; a namorada queria ver a mensagem, porem a garota não deixou. Furiosa, a namorada foi aumentando a voz até gritar com a menina, que enfurecida, proibiu definitivamente desta ver a mensagem.

O ciúme foi tanto que a namorada atirou o celular ao mar.Além da atitude ser grotesca, foi constrangedora, visto que o casal estava num shopping e muita gente parou para olhar “o show”.Curiosa com o fato, fui pesquisar sobre o assunto na internet e me deparei com mais uma cruz para o sexo feminino: a violência doméstica no relacionamento lésbico.

Não que eu não imaginasse que existisse, mas nunca parei para pensar sobre isso.Muitas vezes criticamos tanto os homens; em roda de amigas saem piadinhas de que mulher inteligente é mulher lésbica, pois escolhem outras mulheres como parceiras e não homens; se conversa tanto sobre essa questão do “macho” ser agressivo, e de repente, nos surge essa situação tão triste.

Já carregamos tantos problemas-preconceitos: primeiro por ser mulher, mais ainda por ser lésbica e agora outro, somando-se a tal quadro: violência doméstica entre mulheres, muitas vezes, provinda de ciúme.Infelizmente esse fato aumenta uma vantagem entre os homens, para horror das feministas: não são só eles que levam a figura de Bicho-papão para a casa.

Por esse lado, é mais provável que cheguemos à conclusão de que sentimento independe de tudo: você pode ser “homo, hétero”, se dar muito bem ou muito mal com seu parceiro, ou parceira; você pode ser homem, mulher, não interessa. A atitude está na mente, e não entre as pernas.Creio que esse fator acabe com essa bobagem de que mulher é frágil, não é frágil: é mal treinada.

É a velha e tradicional história: quando nasce um garoto, mal o pobre sabe falar, mas já sabe lutar; quando nasce uma garota, mal fala, já lhe dão uma boneca, um monte de panelas... e ainda dizem que é instinto! Já ouvi isso! Que é instinto uma menina gostar de boneca e um menino de armas.Não é instinto, é falta de opção que a criança tem.

Troque os brinquedos e eles brincarão da mesma forma. Ah, mas trocar os brinquedos não pode, é coisa de menina ou coisa de menino, talvez eles virem alienígenas se os brinquedos forem trocados. Talvez seja pecado...Não adianta, o tempo passa, diz-se que as coisas se modernizam e continuamos levando o estereótipo de sexo frágil, delicadas, sensíveis... talvez se fôssemos delicadas, frágeis, sensíveis, algumas de nós não maltratariam suas parceiras, entenderiam mais sua própria raça, tratariam suas esposas, namoradas como gostariam de ser tratadas: com amor, com entendimento, coisas tão criticadas quando se trata da falta de compreensão, respeito e entendimento da parte do sexo masculino.

Não estou defendendo os homens, de forma alguma, só estou percebendo cada vez mais, nesses meus 28 anos de caminhada, nesses meus pequenos cinco anos como jornalista, que o que os sábios, os mais velhos me falaram têm sempre mais sentido: seu caráter e suas atitudes independem do seu sexo, do mundo em que vive, da cor do seu cabelo ou da roupa que você usa.Por isso, vejo e acredito que ciúme em relacionamento não tem opção sexual, nem raça, estilo, nada; ciúme é ciúme, só tem grau: uns mais, outros menos.